terça-feira, 17 de abril de 2012



Hoje apeteceu-me  falar  nas Instituições  denominadas  “ LARES “ .
Começo por dizer  que no decorrer da minha vida  era Instituição que me metia um certo respeito pela  negativa  , nem tão pouco queria pensar no assunto, até porque éramos confrontados com as noticias de lares a fecharem por falta de condições, pensava sim , que tudo se resolveria  ( nestes caso respeitante a meus pais ) obviamente sem passar por aí.
Mas, como a vida nos prega partidas ….e como por vezes não tomamos a opcão que QUEREMOS mas sim a que PODEMOS , tive que  me confrontar com a situação.
Hoje tenho uma opinião diferente e muito mais  esclarecedora.
Claro que  neste assunto há situações e casos que diferem um  dos outros e  cabe à família tomar a decisão certa , sempre mas sempre,  em beneficio do IDOSO, que merece acima de tudo têr  condições ou seja qualidade de vida.
Se é nos Lares ?  Sim,  por vezes até é.  Pois é aí que têm os cuidados de saúde inerentes ao seu estado   de saúde, e têm a higiene que por vezes nas suas casas era impossível.
Pensando bem , é quase como termos que põr um bébé na creche, costuma-se dizer que é uma mal necessário, pois se não temos outra opção,  então  teremos que entregar a criança num sitio que fique protegida, e aí , começa a nossa angustia se será o sitio certo .
 Com a escolha dos lares para os nossos familiares é precisamente o mesmo.
 O meu pai infelizmente esteve tão pouco tempo … por sua OPÇÃO achava  que era o sitio indicado para passar o resto dos seus dias , mas   Deus achou melhor ele descansar  noutro  lugar , em que certamente encontrou a  PAZ merecida.
 A minha mãe lá continua….e para as pessoas que são um pouco cruéis na análise que fazem   em relação aos  filhos porem os pais nos lares!....
 Eu explico que sinto uma paz muito grande,  e a consciência muito tranquila, por a opção que tomei  , e por a minha mãe felizmente ainda  lá estar, continuo a dizer que é lá que ela está bem,  e essa é a minha  prioridade  sabendo do seu bem estar.
Penso  sim , que a nossa consciência não ficará de todo tranquila,  se  o facto de estarem num lar serem automaticamente abandonados  , se os tivermos nas nossas casas e não tivermos capacidade psicológica e física para os tratarmos como eles merecem ou até como é do domínio público serem abandonados nos hospitas.
Precisamente por  tudo isto ….a minha mentalidade está muita mais aberta a estas Instituições e penso que será o futuro dos meus dias ( se lá chegar ) .
O s lares de hoje ( já não falando nas modernas Residências Assistidas ) oferecem-nos outra qualidade de vida que há anos atrás não existiam mesmo.
Dizia-me o Provedor do Lar numa conversa simpática e informal, que os Lares que antigamente eram reconhecidos como asilos, têm que acompanhar a evolução do Idoso de hoje, ou seja , estarem equipados de Internet, salas de convívio , ginástica, passeios, para que não  HAJA TEMPO PARA O TEMPO “.

4 comentários:

Maria disse...

Essa é uma questão complexa Arco Iris. Mas se os pais não necessitarem de cuidados médicos, e se os filhos têm tempo suficiente e capacidade de cuidar deles, então porque não ?!
Mas claro que existem casos mais complexos onde tal não é possível. Qunado é assim escolher um bom lar é uma boa solução. Mas cuidado nem sempre o que mostram à familia é a realidade. Eu já conheci realidades difíceis num lar onde fui voluntária e por isso digo isto.

Arco Iris disse...

Maria obrigada pelo seu comentário.
Claro que não deixa de sêr uma Instituição e como tal , também tem a parte negativa, será pois o último recurso em situações que assim o exigem.
Á que estar sempre alerta e em contacto.

AvoGI disse...

e and ahá os resistentes como a minha tia velha que nao queria ir para um lar de dia pois achava qu eram asilos e a palavra asilo tem uma conotação negativista
kis .=)

Anónimo disse...

Quem te conhece bem sabe que a palavra "família" tem para ti um peso muito grande e que por detrás das tuas opções esteve sempre o bem estar dos teus pais. Eu já conheci casos de pessoas que olham para os lares com uma certa desconfiança, mas que na altura que tiveram que optar pelo seu familiar mais próximo, acabaram por ser ali que o foram confiar. Certamente lá tiveram as suas razões que contrariaram a sua vontade. Cada família é um caso. Eu já me vejo nesse dilema, pois como poderei eu no futuro apoiar a minha mãe em minha casa se a minha saúde não me ajuda?

Um beijinho
Cila